Mostrar mensagens com a etiqueta caminho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta caminho. Mostrar todas as mensagens

domingo, 26 de maio de 2013

Por terras de cante



Este fim de semana realizei mais um daqueles pequenos sonhos que se tornam importantes para a construção da nossa vida, como caminho in_certo que escolhemos percorrer.
Foi desta que fui ao Alqueva!
Alvo de tantas discussões e até algumas contradições, o grande lago do Alqueva afigurava-se-me como uma estranha ( até meio contra-natura) e megalómana construção no meio da planície. Lembro-me das opiniões e leituras que "consumi" na esperança de encontrar algum consenso que me permitisse formar opinião ( ah! santa ingenuidade!). Na verdade não há nada como ir, ver, ouvir quem sabe, quem usa, quem sabe do que fala e só depois emitir ( ou formar) opinião.




Raios me partam se não consigo ainda ficar absolutamente abismada com o que a engenharia e "carolice"  dos homens consegue construir. Como é que é possível que uma parede de betão consiga conter a força de tanta água... e no entanto ela está lá, presa, espraiando-se pela planície transformando os castanhos, secos e áridos, duma terra que parecia ter sido abandonada pela alma de um povo, em amarelos de aspecto sadio salpicados aqui e ali do vermelho das papoilas e do verde de uma cultura que pretende de novo ter força para surgir... E o grande lago formou-se à força de se conter uma riqueza que é nossa e que podemos e devemos usufruir para manter viva não só a alma mas também aquilo que alimenta o corpo de uma nação. 



Ai Alentejo da minha alma, que agora já não te falta água para dares de comer à nação! Talvez te faltem ainda uma quantidade generosa de homens capazes de te fazer brotar do chão alguma esperança,  que não se cansem facilmente, à primeira contrariedade, correndo para se abrigarem nas mãos do estado ( a que chegámos)  mas isso como tudo o resto também se forma a partir da vontade. 

Por enquanto podemos ir navegando nos barcos de recreio, visitar a marina, produzir energia e encantarmo-nos com esta nova paisagem a perder de vista... Espero que em breve se possa espalhar esta tão grande riqueza fazendo renascer a esperança e a vontade de regressar às terras onde o trabalho pode sempre dar o fruto necessário à nossa sustentação

Digo eu...





quinta-feira, 25 de abril de 2013

Correr pela liberbade




A liberdade, para além de tudo, corre-me nas veias, tal como a alegria. Mesmo que ela se expluda em ataques de raiva mal contidos, quem me sabe levar, leva-me sempre por bem...

Ontem, para celebrar o meu ataque passado, decidi, à última da hora e sem grandes programações ( mesmo como eu acho que as coisas sabem melhor) , ir correr pela liberdade. A passo de tartaruga lá fui, na companhia do meu mais pequeno, que o grande já corre como gente grande! Não é isto nenhuma fábula, por isso, cheguei exactamente como se esperava, na liga dos últimos! de sorriso estampado na cara, porque quem sabe admitir que por vezes erra, também sabe o bom gosto que dá na boca, a humildade de reconhecer aos outros razão...

Se é verdade que até já aos festejos apertaram o cinto, também é verdade que a festa deve estar dentro de nós e se a revolução ainda está a tentar concretizar-se o golpe de estado esse já leva anos que cheguem para a maturidade! Talvez esteja na hora de reformularmos a nossa revolução, de percebermos o que queremos que façam com o nosso pais, o que vamos deixar que moldem, que modifiquem e ao que nos queremos agarrar, como escolha consciente, cientes que das nossas escolhas sairá o bem maior para todos nós, que do meu ponto de vista deve ser o pilar de qualquer estado.

É a nós que cabe a responsabilidade de defender o que é nosso, não a outros! Unidos somos mais, mais fortes, mais seguros! Defender quintas pessoais, por esta altura do campeonato, é um erro em que não devemos deixar-nos cair. É a nacionalidade, o futuro, o sorriso na boca dos nossos filhos que está em causa. Por um sorriso e a felicidade daqueles que mais amo, garanto-vos, dou a volta a este e ao outro mundo! até me sujeito a correr atrás da liberdade =P

( mesmo que chegue em último!  ;D  )

quinta-feira, 28 de março de 2013

Palavras de Páscoa



Eu sei! Esta não é a melhor altura do campeonato para andar a fazer "publicidade" a coelhos... e também ainda não consegui descobrir o que é que faz o coelho, no meio das celebrações da Páscoa ( mas há tanta coisa que ainda não consegui descobrir...).  O ritual de morte a que se associa a quadra, confesso, não me enche as medidas. Prefiro pensar na Páscoa como época de renascimento.
No antigo testamento, a Páscoa celebrava a fuga dos Judeus da escravidão de que foram alvo no Egipto. Os cristão celebram a morte e ressureição de Cristo - o renascimento, a vida para além da vida - tantas vezes denominada de Paixão. Cristo atravessa o caminho para o calvário, morre, para renascer nos nossos corações. Palavras bonitas e que facilmente se conseguem passar para o dia a dia, basta querer. É o amor que nos dá a vida, é no amor que a vida faz sentido, é através da paixão, que nos sentimos vivos, e a paixão é o sentimento que pomos em tudo aquilo que nos faz sentido: a paixão pela música, pelos livros, pela vida. É de uma paixão que nasce o amor e é o amor que dá sentido à vida. O Homem arranja parábolas, estórias , rituais, para dar sempre as mesmas voltas ao que é essencial. Não são os coelhos, nem os doces, nem as prendas que se dão que fazem as épocas ou significados especiais. É o amor, o tempo e a atenção que dedicamos às coisas e às pessoas que as fazem importantes, especiais. Num tempo em que corremos à procura de tudo e demasiadas vezes o que obtemos é nada, parar e reflectir no sentido da Páscoa talvez seja uma forma de renascermos para o que nos faz sentido. É da união de forças que se faz a grandeza: pelo amor ao povo que caminhava, Moisés separou as águas; pelo amor ao Mestre, alguns desafiaram a autoridade imposta e ajudaram Jesus no seu caminho. Dos fracos diz-se, não reza a História, mas há muitas histórias que não rezam nem metade da força e da capacidade que o ser humano tem de amar e lutar.

Pensamentos e reflexões à parte, tanta coisa só para vos dizer: Tenham uma boa Páscoa, junto dos que mais gostam e acima de tudo ( entre amêndoas e ovos ) aproveitem cada momento como se fosse único.

domingo, 17 de março de 2013

Decisões,convulsões e outras questões...




...e hoje foi o dia dos meninos ( já sei! estavam à espera que eu dissesse que era o dia do Senhor, mas já tivemos o nosso momento católico e como sabem, aqui há de tudo, como na pharmácia!) . Ao Domingo, sempre que posso e a profissão me deixa, gosto de os deleitar, e a mim, com um delicioso petisco confeccionado longe das mãos maternas que, diga-se de passagem, é uma sacrificada no que concerne a logística de sobrevivência familiar. Sim! eu faço parte da maioria dos " jovens" ( e porque não??!!) adultos que continuam a sobreviver à custa do " Paitrocínio". Falta de juízo! diriam vocês... sim, responderia eu, falta  de juízo de quem nos governa e que não soube proteger as gerações do endividamento, não soube proporcionar a educação necessária sobre politicas económicas, deixando-nos à mercê de grandes grupos económicos e bancários...e infelizmente ainda assim continuamos, mas de certeza não por muito tempo, que não há "Paitrocinio" que seja para sempre... adiante... como dizia, hoje foi dia dos meninos:  como mãe cuido para fazer o que os governantes não fizeram connosco, educá-los!

Hoje o dia foi dedicado às drogas: a saber, todo o período de convulsão social e descontentamento trás consigo muitos tipo de vício que tendem a ser um substituto dos horizontes que, por esta ou aquela razão, se perderam. Essa parte da lição já foi dada. Vicio é toda aquela substância que ao ser consumida altera, de alguma forma, a  percepção da realidade e sem a qual depois de se iniciar o consumo, o organismo não consegue "funcionar" devidamente. O jogo, o café, o tabaco, o álcool  são algumas das legais, tal como alguns medicamentos e depois temos as outras.
Não vale a pena escondermos o lixo por baixo do tapete, elas existem, estão aí à porta das nossas escolas, exactamente nos locais onde andam os nossos filhos, portanto nada melhor do que saberem e o que é e o que lhes pode fazer, para conseguirmos ajudá-los a combaterem a vontade de experimentar ou abusar. Não se iludam, não somos nós, pais, que vamos impedir que eles façam seja o que for, vão ser eles e sempre eles que vão decidir se querem ou não fazer. Nada melhor do que a informação para que possam decidir em consciência. E não é esta a base da democracia??

Nem sempre é fácil falarmos sobre determinados assuntos. Também não é fácil justificarmos as nossas fraquezas ( mas ó mãe, porque é que fumas?) e muito menos fazer desaparecer a imagem de super-herói que qualquer filho tem dos pais. Mas é esta a realidade, somos frágeis, susceptíveis de erro e a maior parte das vezes nem temos razão. Mas cabe-nos a nós demonstrar- lhes que ser humano é mesmo isso, que podemos voltar atrás para pedir ajuda e conselho e que sobretudo é na escolha, nas nossas escolhas, e na procura que fazemos para escolher em consciência, que podemos e devemos fazer toda a diferença à sociedade.

...e vou, que se faz tarde e dizem eles que amanhã começa uma nova semana...inté!




quarta-feira, 13 de março de 2013

(Re)Pensando a União



" Os analfabetos do séc. XXI não serão os que não sabem ler nem escrever mas sim aqueles que não saibam aprender, desaprender e reaprender" 

                                                                            Alvin Toffler


...E lá vamos nós outra vez! a vida é como o carrocel  "A Selva" , cheio de subidas e descidas que, se bem reflectidas e interpretadas, mais não são do que repetições reajustadas de situações idênticas.

Voltei á escola. É neste momento que me sinto outra vez como a menina de carrapito no alto da cabeça, de sorriso (bem armado) na face, prontinha para me tentarem imprimir de novo  tudo o que conseguir desencantar de todos os cantos do conhecimento.   A diferença é que o mundo mudou muito e com ele as formas da educação. Tanto que não haverá já quem me imprima nada. Apenas a vontade que eu demonstro ou não de querer imprimir em mim alguma coisa me fará aprender .

Pois sim! Finalmente chegámos áquela fase em que só nos é permitido aprender o que realmente quisermos aprender. Logo, só iremos mudar a forma de actuar, perante a vida e as situações, se realmente deixarmos que se imprima algo de novo em nós ( a viajar na maionese??!! pois! eu passo assim a maior parte das horas dedicadas à meditação transcendental de como transformar os meus sonhos em algo de completa impossibilidade de compreensão... love it!!)

O processo de Bolonha trouxe à educação a  já tão conhecida harmonização que a nossa União tanto anseia. Independentemente de europeista ou não, a união está aí, existe, é uma realidade mesmo que por vezes nos pareça uma coisa vagamente longínqua, que toma forma, por vezes desajustada, lá para o lado de Bruxelas. O que me incomoda nisto tudo é realmente esta necessidade de harmonização que me parece, para além de provavelmente na realidade impossível, limitadora da necessidade da existência de polos opostos para que se debatam as ideias. Ora bolas! se formos todos iguais provavelmente passaremos a ser uns " sensaborões", de pontualidade britânica e organização alemã, poupados como os suíços e submissos como os países de leste! O que faremos à siesta espanhola, ao trânsito italiano e à gula portuguesa??? Pois que se harmonizem procedimentos mas por favor que se continue a tratar cada povo com o devido respeito às suas tradições e costumes, sabendo que toda a sociedade evoliu através da incorporação de novos costumes de que se apropria somando às suas as novas caracteristicas...

...e isto tudo para dizer que um povo é muito mais do que a soma das suas gentes e um individuo é muito mais do que a soma de todas as suas caracteristicas. Para se compreender alguma coisa é necessário reflectir sobre ela, estar disposto a criar hipoteses e abandoná-las se não servirem. O método científico é uma coisa maravilhosa que começa tão somente com a formulação de uma pergunta. Perdermos o sentido questionador e acatarmos tudo o que nos é proposto sem questionarmos a sua eficácia é perigoso e tornarnos-á susceptíveis de "ataques" externos á nossa autonomia e soberania. Podemos ser uma união, mas esta só o poderá ser se na realidade mantiver protegida a identidade ( leia-se tradições, costumes etc e tal) e o respeito pela diferença de características de cada um dos seus membros...








"Asa que possa andar no firmamento,
Só caminha no chão por cobardia"


                                       Miguel Torga                           


                                                     "O Universo não é ideia minha
                A minha ideia de universo é que é ideia minha"



              Alberto Caeiro ( heterónimo de Fernando Pessoa )

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Adonçando as palavras



Amasso-me por entre os compostos que cozinham as emoções, peneirando pozes de sabor agridoce, ora picando, ora adoçando os paladares de exoticas ou mais caseiras viagens.
Desfaço-me em mil paragens, que nunca parando, se desenrolam em fios de letras combinadas, formando frases, teorias, pensamentos ou simples melodias de significados incertos, porem desertos de se encherem de vida , de outras vidas que em sede, se saciam de sonhos cremosos coloridos e majestosos. Como uma criança de roda por entre as saias e os temperos, viajo na minha propria imaginação chegando lá, onde a palavra se traduz nas imaginações alheias...

Voltei onde a minha alma falta alto, ao desespero das incertezas de um sem sabor, sabendo o sentir de tantas vidas, com ou sem um sentido de doçura repartida...



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um lugar... em qualquer lugar


Sou uma "apegada". Apego-me às coisas como se depois delas nada mais pudesse haver ( desde menina); guardo ainda as bonecas favoritas, os bilhetes de viagens singulares, toda uma parafernália de lixos sentimentais que têm apenas e só o valor que lhes dou e na maior parte das vezes não servem para nada senão para fazer monte. As separações são-me dificeis ( Freud explicaria isto facilmente. Assim como tantos outros, e até eu, mas não me apetece e nem voces têm nada com isso) mesmo que eu saiba por A+B que ficar é insustentável, mudanças nunca me foram fáceis.

A bem dizer, já nem sei há quanto tempo ando por aqui a phomentar. Uns dias mais divertida, outros mais chata, e outros ( muitos) mais lamechas ( confesso sou de uma lamechice de envergonhar qualquer caramelo que se digne do nome) .  Agora decidi mudar de visual ( espero que me saia melhor do que o corte de cabelo, que por incrivel que pareça não consigo dominar de jeito nenhum). Nunca fui perita em arrumações, bem pelo contrário, o meu forte é mesmo desarrumar tudo.Por isso não se admirem se de cada vez que aqui voltarem ( supondo eu que até voltam) esteja tudo completamente diferente. Tenho muita dificulade em ficar satisfeita, e para mim nada está suficientemente bom. É mau ,eu sei, sofro isso na pele.
Vou tentar mudar o visual do sitio ( mudanças de sitio também já vão começando a ser comuns...), a ver se a coisa melhora, ou então não... é que , como dizia a minha avó: para baixo, todos os santos ajudam, pra cima só um ( e agora até já coxa está a começar a ficar) . Senhor: dai-me paciência, porque se me dás força...não há moral que me aguente!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

... e afinal, ele já cá está =)

 
Por vezes é necessário termos esperanças realistas. Não esperar demasiado, não aumentar expectativas, não " dourar a pílula" para que ela não venha a ter um "sabor amargo".
 
O novo ano chegou ( chegava mesmo que não o quisessemos) e era necessário que assim fosse, porque necessitamos de renovações, mesmo que simbólicas, para mantermos viva a chama da esperança.  O ser humano faz-se, para além de vida vivida, de formas de vida projectadas, pensadas, elaboradas. É a nossa percepção do que nos rodeia, que nos ajuda a processar o que nos acontece e preparar o que pode acontecer. Um planeamento definido aliado a um trabalho arduo oferece-nos garantias: perpectivas, segurança e confiança.
Confiemos que 2013 será um ano melhor. Mesmo que todos os dias nos encharquem com pessimismos, violências ou essa nova moda do culto da desgraça, acreditemos que ( à nossa escala) poderemos marcar a diferença. 
 
Acreditar no trabalho daqueles que nos dizem algo, que nos acrescentam, que sabemos que prestarão as suas contas e que manterão as suas ideias e valores, mesmo que por vezes à custa de algum esforço pessoal, é sobretudo acreditar no ser humano, como "algo" muito para além do mundo animal: um ser complexo, maravilhoso e dotado de capacidades únicas como capacidade de querer, amar e imaginar.
 
 
 
 
 
 
 
 



a primeira imagem retirei daqui e as outras do "amigo" google  =)

 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Aprender a voar




Quando as rochas derreterem,
e as ilhas se cobrirem com o sumo da vida,
quando o vento assobiar às tempestades,
deixando  as nuvens de chorar o seu tormento
Eu aprenderei a voar
para salvar as crianças
das marcas do passar do tempo

«««««««««««««««««««««««««««««««

ela queria aprender a voar,
aproximou-se,
espreitou pela janela e viu o mundo a brincar sem ela.

abriu os braços e atirou-se:
o chão é duro
o pó levantou, com o peso do corpo
em redor
tudo ficou turvo, os sentidos perderam-se
nada parecia ser o que fora

O chão é duro,
mas é certo o seu lugar
e a menina aprendeu
que os humanos não podem voar

ela queria aprender a voar,  devagar,
a estrada é muito suja, e começou sozinha...

intacta, ela continua,
a estrada há-de chegar...

Um dia


 







Para o menino que queria chegar a Marte ... já passei a fase da lua ... =)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

No patamar do céu



Chove lá fora.

Cá dentro as lágrimas caem dos rostos sem brio, amarrotados como de
papel reciclado se tratassem: se nos tratatassem...

Foi assim por entre as luzes do azul e do fluorescente, entre branco
aguerrido que a vida deu a volta. Nas voltas por entre as vidas, o
futuro, cria: pintar a amarelo.

Mas tal como se colhermos uma papoila do mato onde nasce , selvagem
sem a mão humana, também o futuro não se deixa pintar por qualquer
mão. Cria-se. Cria-se um futuro por entre os passos, como se um tango
ou uma valsa se tratasse...

...e o piano prime as teclas, na sonolenta melodia, comprimem-se as
dores, e o futuro passa...passa-se...

Chega.

....de um fabuloso destino, a papoila conjuga as cores, as dores...

e na leveza, entre a alma e outras almas, chegaremos por fim, ao
patamar  de um nosso céu.




*Ana Lúcia Bica ( Tita)*

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Nós: dos grandes





" A Mininha disse: antes de um vulcão explodir, as cobras afastam-se, e se houver um rio ou mar no caminho, as cobras afogam-se. A Matilde baixou-se aos olhos da cria e limpou-lhe uma bágoa. A rapariga explicou: parece que vai tudo explodir. O medo fazia-se assim. Um medo feito de tristeza que tornava a menina arreliada numa pessoinha a vacilar"...

                                                                                     in O Filho de mil homens - Valter Hugo Mãe

" A companhia de verdade, achava ele, era aquela que não tinha por que ir embora e, se fosse, ir embora significaria ficar Ali, junto " ...

                                                                                      in O Filho de mil homens - Valter Hugo Mãe


Deixar ir é mau costume: já dizia a minha tão querida avó ( minha querida é mais uma das coisas em que não estávamos de acordo, e ainda bem que não concordávamos em tudo )  Na minha entendência saber deixar ir é também uma grande forma de se amar: há que saber deixar os filhos abrir asas e voar como se passarinhos fossem, procurando os galhos com que construirão seus próprios ninhos; há que deixar ir aqueles que gostamos, mesmo que contra a nossa vontade, desde que eles achem que vão para onde os seus sonhos se pareçam com o seu eu, como se de um olhar ao espelho estivéssemos a falar; Há que deixar partir com a paz da certeza do que sentimos, para que não restem dúvidas das intenções.

É por isso que vou, porque a vida é feita de ciclos e porque tal como na profecia Maia, houve um ciclo do meu crescimento que se fechou. Talvez que já não cresça em altura ( bem me parece que daqui só para baixo) mas o crescimento pessoal tal como a procura da sabedoria nunca terá um fim. O ciclo fechou porque não me restam dúvidas sobre as intenções, apenas do caminho a trilhar, para alcançar o próximo patamar.

Nós: os grandes ( para usar uma das expressões do meu mais velho) , somos complicados; mas é essa complexidade que nos faz escorrer de dentro uma nascente de pensamentos, que se transformam na expressão mais artística e sensível da beleza da humanidade. Uma irmandade que se une na conquista da beleza e da pureza de um pensamento livre, para combater as complicadas redes de interesses pessoais que se atravessam nas marés da vida: é este o trajecto da  nossa existência;  uns que apoiam, outros que por sua vez são atraiçoados por outros ainda, que pretendem um pouco daquilo que sonham ser o ter de outros (?; complicado? pois... e não disse que os nós eram complicados? )

Talvez a vida deva ser simplesmente como um nascer de sol : recomeça todas as manhãs, dando a cada dia uma luminosidade diferente, mas dentro dos mesmos tons, porque são esses os seu favoritos. Haverá alguma coisa mais bonita num dia do que o seu nascer? Então para quê complicar?


E tal como diz o meu mais pequeno, desolado a olhar para o relógio ( que por estar parado, lhe parece que não avança) : não se mexe...
Não faz mal filho, se tiveres paciência ele há-de estar certo, pelo menos uma vez ao dia.

Nós, os grandes, sempre que deixarmos escapar as pequenas coisas importantes, estaremos a ser cada vez menos nós.








domingo, 2 de dezembro de 2012

À Porta



A porta : da porta para dentro, no meu mundo, ainda se conseguem ver as mito_lógicas criaturas que habitam todos os sonhos que se podem ter enquanto se é criança; os bosques têm árvores frondosas, onde a cada recanto se encontram mágicas criaturas, com misteriosos poderes.
Os caminhos, por vezes turtuosos, no meu mundo, sempre chegarão a algum lugar; a porta: na entrada de um maravilhoso castelo onde as asas me fazem borboleta com uma bateria no peito, qual gaivota a voar pelos céus de uma lisboa que só eu conheço...
No meu mundo, tudo se conjuga, porque tudo isso é ser, e é isso ser o meu ser, mas isso seria quase impossível saber...se...
Dentro da porta assim é; da porta para fora nada se vê para alem dos olhos de quem olha. Uma casa, uma rua, uma estrada, um caminho até chegar, e a espera, a espera do que se pretende encontrar: braços abertos, um abraço ambulante, a colocar sorrisos nos lábios que se abrem para colocar em voz pensamentos com o cunho de uma raiva que não se sabe onde guardar ( onde e que se colocam as coisas que não são propriamente lixo, mas que não sabemos como usar? Onde se deixam, esquecidas, as duvidas, quando tudo corre mal?).
À porta um eu, num seu que é meu e teu...os sonhos da porta para dentro, o mundo da porta para fora, e à volta a vida, que vai na rua, que não me interessa, desde que hajam braços abertos na porta do meu castelo, rodeado de florestas encantadas onde se cantam abraços e desejos.
A porta: da porta para dentro um mundo assim, lá fora tudo o que se espera de mim...


sábado, 17 de novembro de 2012

Talvez...conduzir mais devagar


Talvez tenha sido um despertar presenteado; talvez uma loucura; mas talvez se não tivesse lá ido seria menos uma experiência que poderia recordar.
E a voz? Como se toda a cadência e potência do sentimento lhe saísse por aquelas cordas que abrilhantam os nossos sentidos, como se toda ela se agigantasse nos seus próprios movimentos.

Quem não sonhou um dia ser o interprete especial num local previligiado? Talvez vê-los assim presidencialmente apresentados, de camarote, observando os que deviam observar, transforme a noção de espectáculo. Espectáculo partilha, ou melhor, partilha espectacular...

Talvez os tempos sejam de abrandar,
talvez sejam tempos de esperar,
de proteger,
de inspirar e sobreviver,
mas talvez , ainda com as proteccoes vestidas,
não possamos deixar de procurar aquilo que nos faz feliz!

Tirem-me a vontade,
Levem-me o dinheiro,
Escondam-me a verdade
Visto-me e revisto-me da saudade
de um tempo, em que sonhando em liberdade
Construi a protecção que usarei,
Em tempos de austeridade

Talvez seja este o tempo de conduzir o nosso destino devagar...
Talvez seja esta a oportunidade de repensar o caminho
Talvez...tenha sido uma das melhoras experiências que vivi.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Plic-Plec * Tic - Tac



..."...há quem fale com as paredes. Em rapaz lera um romance de um escritor então muito lido, e mais tarde injustamente menosprezado, um tipo com nível, que em certas coisas ia direito ao assunto e que nesse livro falava com o seu próprio corpo, ou antes, com um ponto bem preciso do corpo, a quem chamava o seu "ele", para entabular um diálogo que nada tinha de banal. Mas aqui o caso era outro, porque o seu "ele" não era para aqui chamado, e limitou-se por isso a dizer: perna,oh, perna! Moveu-a e a resposta foi uma dor lancinante. Não havia diálogo possível. Estendeu-a com toda a cautela e a dor concentrou-se na coluna. Coluna infame! Voltou a irritar-se. Pensou que se chamasse o médico, com o qual tinha doravante demasiada confiança, ele lhe diria que estava com um ataque de literatura, observação que já em tempos fizera. Parecia-lhe ouvi-lo: meu caro, o problema está sobretudo no facto de adoptares posições incorrectas  ou melhor, de teres adoptado em toda a tua vida posições incorrectas quando escreves, porque infelizmente o teu problema é escreveres..."...


do conto  Pic plec, plic pec *   de Antonio Tabucchi em O Tempo Envelhece Depressa













Há quem fale com as paredes. Por vezes as paredes sabem mais de nós do que aqueles que vemos todos os dias e a quem podemos estender as mãos num abrir e fechar de olhos. É muitas vezes num abrir e fechar de olhos que tudo muda. São demasiadas as vezes que, entre paredes a quem chamamos nossas,  nos sentimos melhor e quando nos faltam as paredes faltam as traves mestras que mantêm a estrutura fixa, imóvel, segura, forte.
A protecção é um conceito abstracto mas que , por motivos de sobrevivência consideramos simples e fácil de atingir. Como todas as outras coisas é projectada numa imagem que convêm manter inerte durante a vida, para que não se perca. Inerte porque se quer sem vida , já que a vida pressupõe mudança e é essa mudança que teremos sempre muita dificuldade em aceitar, mesmo que ao espelho nos vejamos como facilmente "absoventes" do que é novo.  Absorvemos, observamos, protegemos, simplesmente sufocamos, ou então adormecemos, fingindo tomar o ar que nos interessa, projectado na imagem que entretanto passou a sonho.
O sonho de uma noite de Verão ( as melhores de todas) e onde se pode falar com quem e de quem a nossa imaginação conseguir criar e aí sim podemos seguramente falar com as paredes... ti(c)-ta(c)...

sábado, 3 de novembro de 2012

Rua, passeio, estrada ou simples estação errada?



A rua era comprida, talvez demasiado ( rua, passeio ou estrada?) para quem desconhece a quantidade de passos que se deram para trás.
Olhou o mapa. Estranhamente naquele mapa não conseguia descortinar qualquer direcção visível. Tentara já volta-lo em todas as posições possíveis e nada, nada.
Sentou-se.
As folhas do chão, anunciando o Outono, formavam o tapete comum para a época. Quando teria chegado? o Outono? Não dera por ele chegar, ocupada que estava a encontrar a direcção.
Fechou os olhos.
O azul do céu colou-se ao chão e as folhas absorvendo o azul levantaram no ar, movidas por uma brisa que não sentiu. Bailavam, brincando, subindo no ar que se encheu de um azul, estranho para a estação.
Acorda!
Ah?
Acorda!
Já chegou?
Quem?
O outono?
Menina, em que mundo vives tu? Há que tempos que cá está.
Engraçado, não tinha dado por nada.
Tu nunca dás por nada.
Dou, quase sempre por nada...e paro sempre numa qualquer estação errada.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fagil_idades


Chamou-me a atenção pelo nome (o livro). Chamaram-lhe em português: "o
tempo envelhece depressa".
Engraçada a noção do tempo...
Muda continuamente enquanto o próprio tempo vai passando, escorrendo.
Disse-o já diversas vezes: escorre-me por entre os dedos, o tempo;tal
como as gotas de orvalho escorrem por entre as veias de uma qualquer
folha e caem no chão, para se transformarem em vida, nos ciclos do
tempo de que se alimenta a natureza.
É dessa fragilidade da noção do tempo que nos damos conta a cada novo
dia, e quando num desses, indiferente, um qualquer, de repente , tudo
se torna diferente ficam a faltar pedaços de coisas que não deviam
faltar, faltam peças, uma musica , uma palavra, faltou o momento que
se esgotou na espera de não se acabar, faltou a coragem da atitude que
ficou por tomar. Mudam os sentidos das coisas que faziam sentido, e o
que era pouco passa a muito e o muito desfaz-se em nevoeiro por entre
as dores de quem sempre esperou, por uma outra coisa. Incapaz, para se
transformar...


São como gotas de chuva
orvalho de uma nova aurora
medo que cresce em cada curva
fragilidade demonstrada a toda a hora
escorrem por estas linhas
que se transformam em veias
veias tuas, vidas minhas
presas em insignificantes cadeias

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Rotas


Passas pelo mesmo caminho todos os dias, mas
escondidas na tua rota,
existem as curvas que te fazem abanar a cabeça e chocalhar os pensamentos
tentando em vão por em ordem o que parece espalhado pelo chão,
que não sabes como pisar.

Caminho...

Na clareira encontras o sol que se esconde
por detrás daquelas que lá estão e já la estavam
antes sequer de começares a pensar em passar por ali.

Clareira...

As árvores deixam que o sol espreite por entre as folhas que respiram,
fazendo com que este leve com ele tudo o que não necessitam e está a mais,
ajudando-as a transformar, reciclando.

Árvores...

Não andar,
não dar sequer um passo é motivo para ser menos eficiente?
Conta-me árvore, o que vês da altivez da tua inércia?
Fazendo mais por outros do que se poderia imaginar,
sem mexer nada de ti
a não ser quando o vento vem brincar para perto.

Não andar...

Todos os dia escondida na tua rota,
sem dar um passo que não seja necessário,
abanas a cabeça, negando curvas,
chocalhando os pensamentos tentando perceber,
que clareira esconderá o caminho que te levará
àquilo
que não queres de todo pisar...

Todos os dias escondida na tua rota...



"Se cuidas de mim
Eu cuido de ti também
Se vens em paz
Eu venho por bem
Se formos bebendo
o chão deste caminho
Vou guardar-te bem
Agora que sei
Que não vou sozinho"


Tiago Bettencourt - Se cuidas de mim







sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A semente da felicidade



... e depois ela quis ser feliz.
       ... um dia também ele tinha querido ser feliz.

Se fosses um dia de chuva diria que serias um daqueles em que a nostalgia até nos consegue fazer sentir maiores ( sabes como é?)  aquela nostalgia boa, de quem está de bem com tudo de bom e de mau que foi acontecendo ao longo do caminho.
Mas, se a memória não me falha, até nem chovia.

Era só de noite. Uma noite escura em que a única iluminação era a ponte que se fez a cada passo que os juntou.
Talvez se tenham reconhecido, talvez não. Quem consegue adivinhar a linguagem de uma voz que não fala?
Sentiram ( ou talvez não) que aqueles dias lhes aplacavam a solidão que se agarra ao corpo como se uma outra pele se tratasse.
...  depois ela continuou a querer ser feliz
      ...e ele continuou a não saber o que o faria ser feliz... ( só não me deixes gritar)
e a história deixou de fazer sentido...

Antes de tentar ser feliz , sonhava. Sonhava em ser feliz e era feliz sonhando...

Ele chegou. Tomou conta do  seu castelo nas nuvens ( era meu ou era teu, o castelo? ) . Prometeu, roubou o fogo dos Deuses e ateou-lhe a paixão. Mas os deuses castigam quem rouba o fogo sagrado sem pedir permissão para o fazer...e ela assustou-se.

      ....  ela continuou a querer ser feliz...
          .... e ele continuou sem saber se ela o faria feliz.

E a ponte (era uma ponte?) mudou de direcção e ela afastou-se, procurando noutros caminhos aquilo que se tinha proposto encontrar

... continuou infeliz. Quem sente de perto o calor do fogo dos Deuses não se contenta com nada mais.

Será que a linguagem das vozes que não falam são o código de honra dos que vestem a pele da solidão como se não conhecessem nenhuma outra?

Prometeu, roubou o fogo e não voltou...

    ....mesmo assim ela continua a querer ser feliz.

Dizem que a felicidade está dentro de nós. (Cá dentro? Estranho! há anos que me perco dentro de mim e ainda não a consegui encontrar)

     .... será que ele um dia também terá querido ser feliz?

Há sementes que não se devem lançar ao chão, porque se não forem para acarinhar, podem nunca chegar a crescer




" I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things,
 I didn't give to you
Old friend
Why are you so shy
It ain't like you to hold back
Or hide from the light

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded"...

Adele - Someone like you

sábado, 29 de setembro de 2012

Foi Deus?

                                   





Pergunto-me demasiadas vezes demasiadas coisas, e só me ficam as certezas quando me dão as respostas. As perguntas certas nem sempre são feitas e por isso as respostas não satisfazem. Lutamos dia a dia em conjunto ou solitários por aquilo que queremos. Mas será que foi isso que escolheram para nós? Se acreditarmos que somos donos do nosso destino, tudo nos é possível. Mas seremos mesmo? tanto destino que por aí anda, coincidindo em quereres, objectivos, desejos...um passo em falso e viramos a esquina para o lado "errado" encontrando alguns rostos e perdendo o rasto a outros, baralhando as respostas das perguntas que ficaram por fazer.

Tudo nos será possível ou a possibilidade é toda a certeza que poderemos alguma vez entender??

                                         
                                                    " Foi deus
                                                  Que deu luz aos olhos
                                                       Perfumou as rosas
                                                             Deu oiro ao sol
                                                                  E prata ao luar





Foi deus
      que deu voz ao vento
             luz ao firmamento
                   e deu o azul às ondas do mar
                                                               
                                                            Foi Deus...

                                                           

                                                                  
 
                                                 
       ( excerto do fado -Foi Deus -composição de Alberto Janes para Amália)*



Foste tu?
Foste tu que baralhaste os caminhos?
Foste tu que separaste os nós e enleaste os cadilhos, formando assim os trocadilhos?
Foste tu que baralhaste as cartas e depois cortaste a mão jogando à sorte qualquer um dos naipes?

Foste tu que puseste a pedra no meio do troço?
Foste tu que separaste as gentes e lhe deste a voz para que se juntassem de novo?
Foste tu?

És tu que crias as perguntas?
És tu que as respondes?
Mas se as perguntas já foram feitas, de que vale a resposta, se já a deste, desde o início dos tempos?

Foste tu?
Foste tu que nos puseste a caminhar lado a lado , criando cordões humanos que te perguntam, porquê?


És tu?

                                                   O QUE ME PERGUNTAS?

                                  Sem ouvir a pergunta, jamais saberei dar a resposta....


                                                         "Se canto
                                                 não sei o que canto
                                                 misto de ventura
                                                 saudade, ternura
                                                  e talvez amor..." *


Se és tu que crias o veneno, porque tens o antídoto?
Se a cada passo, percorro o caminho que me deste, porquê tanto obstáculo até ao fim...

Onde vais Senhora?











sábado, 15 de setembro de 2012

O inesquecivel ano de 2012




Ontem foi o ultimo dia de ferias ou, conforme a perspectiva que se preferir, o primeiro dia de aulas de um novo ano lectivo.  Eu tive a casa cheia ( adoro uma casa cheia). E' bom ver os miudos brincando, simulando vidas, jogando o futuro em brincadeiras que demonstram a capacidade  do que a esperanca ainda lhes pode oferecer. Passam de um concerto para uma sessao de anedotas, parando em frente a televisao para jogar as capacidades desportivas fazendo-se passar por qualquer super-heroi em disputa por um  primeiro lugar e assim conquistarem a admiracao e o respeito uns dos outros, sem sairem do mesmo lugar.
Enchem-me de alegria saber que o futuro mantem a esperanca viva. Eles nao sabem, nem tem ainda nocao ( e ainda bem) de todo o esforco que esta por tras, para que a vontade  de continuar se mantenha presente. Para eles crise, e' nao poderem adquirir qualquer objecto reluzente que lhes salte aos olhos. Simples assim.
Pergunto-me algumas vezes em quantas bocas nao tera a crise o mesmo significado. Porque e muito facil nao saber medir o esforco dos outros quando a nossa propria regua de medicao tem uma escala completamente oposta ou se encontra baseada em valores diferentes .
Diferenca, eis um ponto fulcral que e preciso aprender ( e ensinar) a respeitar.
Por isso adoro uma casa cheia, adoro te-los por ca, cada um com os seus gostos, com as suas manias, com os seus defeitos, que juntos aprendem a saber respeitar e apreciar uns nos outros, respeitando as qualidades de cada um e experimentando todos um pouco daquilo que cada um faz melhor ou menos bem.
Enquanto puder ( e eles quiserem) quero te-los por aqui, bem perto, na minha alegre postura de kanguru,  onde posso sempre protege-los dentro da bolsa de marsupial. Sim, porque cada ano e' um novo caminho que eles vao encetando para fora da minha bolsa e espero que quando tiverem que andar sozinhos e fora dela estejam preparados para enfrentar este mundo dificil que construimos e que lhes vamos deixar .
Por enquanto preocupo-me em alegrar um pouco os dias e mostrar-lhes que para sermos felizes, temos que aproveitar todos os momentos juntos, como se nao houvesse amanha...e que depende exclusivamente deles a capa que usarao para vestir a sua propria vida.

" Yeah, you could be the greatest
  You can be the best
  You can be the king kong banging on your chest
You could beat the world
You could beat the war
You could talk to God, go banging on his door
You can throw your hands up
You can beat the clock
You can move a mountain
You can break rocks
You can be a master
Don't wait for luck
Dedicate yourself and you can find yourself "
                               Hall of fame ( feat will.i.am) - The Script