segunda-feira, 30 de julho de 2012

Gosto disto!!!

E chegamos aquela altura! Digam o que disserem há muito tempo que cheguei a brilhante conclusão que sou fa dos jogos Olímpicos. Não só porque as civilizações grega e romanas sempre fizeram as minhas maravilhas, sendo sociedades tao ricas cultural e socialmente, como e uma altura em que pelo menos se tenta esquecer assuntos paralelos e focar apenas o esforço e a dedicação dos atletas que se empenham para conseguir chegar a um objectivo que só os melhores almejam :) .

Nestas época lembro-me muitas vezes do que dizia a minha amiga Monica Dias. Para ela a raça negra era superior em qualquer destas actividades desportivas e não só. Hoje, alguns anos passados sobre os loucos anos da adolescência acho que o que realmente faz determinada pessoa melhor ou pior e a dedicação e o empenho que põe naquilo que faz e a sua capacidade de acreditar e não desistir de um determinado objectivo. Disso exemplo e o " meu amigo " Phelps ( que diga-se de passagem, la por não ter ganho desta o ouro a primeira e o meu herói olímpico dos últimos anos) considerado por muitos o melhor atleta olímpico, detentor de 8 medalhas em apenas uma edição ( Pequim 2008) .
E o que dizer dos super heróis do decatlo? Uma prova com tantas competições, que exige dos atletas um esforço e concentração permanentes para não perder de vista o seu objectivo, mesmo que tenham que apostar mais em certas marcas para poderem superar os aspectos menos bem sucedidos...

A verdade verdadinha e que "minerva" ( deusa grega das artes e sabedoria) aqueles que pensam que competir por um determinado objectivo e fácil e não implica sacrifícios e muitas vezes frustrações... E preciso espírito de sacrifício, saber ouvir e calar as muitas criticas e sobretudo focar o caminho e seguir na direccao da esperança de que se e sempre possível vencer e chegar ao destino pretendido.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Kanguru perneta????

Eu ate podia vir para aqui agora armada em salta pocinhas, a fazer saltinhos por cima de passos que outros tambem ja deram, mas nao me apetece. E nao me apetece por uma razao muito simples: estou com mau feitio, e estou com mau feitio, porque estes telemoveis modernos conseguem tirar a paciencia ao mais santo dos santos ( neste caso, santa, se faz favor!) . Para alem de nos obrigarem a entrar na onda desacentuada do acordo ortografico ( o dito cujo que tive e tenho algumas dificuldades em perceber ; digo eu....) ainda insistem no sensitivo ecran de toque que me faz andar as voltas ( agora sentiu, agora nao sentiu) se quero conseguir escrever alguma coisa acertada.
A esta hora, chego a brilhante conclusao que muitas vezes em vez de gastarmos demasiada energia a percorrer caminhos que ja fizemos antes, mais vale guardamos na nossa bolsa, bem seguros, aqueles que nos dizem " de um tudo "  , que nos sao realmente importantes, e sair por ai com eles , guardadinhos, aos saltinhos, enquanto a relva nao se torna demasiado daninha neste nosso jardim a beira mar plantado.

( e desculpem la esta coisa dos acentos, mas se voces imaginassem o esforco que foi preciso, para conseguir chegar aqui...so visto, contado ninguem acredita    ; )

terça-feira, 3 de julho de 2012

O valor das coisas


Eu acho que... 

ainda temos 


Os dois lados da coisa.

Li isto no site do Sindicato dos Enfermeiros:
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"A rácio de 1,5 Enfermeiros por Médico coloca-nos no desonroso lugar 30º entre 40 países indicados no estudo. 
Mas não deixa de ser significativo que, desde a Irlanda, com 6,4 Enfermeiros por Médico, à Finlândia com 5,7 Enf/1 Médico, àDinamarca, com 4,2/1, à Holanda 4/1, quanto maior é a rácio Enfermeiro/Médico, maiores são os ganhos em saúde, como é do domínio público."
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Não sou particular entusiasta no rácio Enfermeiros/Médico, especialmente numa contabilização onde na rubrica "Enfermeiros" cabem todos os profissionais que exercem no contexto relacionado com a Enfermagem; o que significa que uma parte muito substancial não são Enfermeiros (tal como em Portugal concebemos), mas "aparecem nas contas"!
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Compreendo que o excesso de Médicos empregues no sistema é pernicioso para o mesmo!
Todavia, deixo algumas considerações interessantes (para quem gosta de ponderar acerca dos cenários para a evolução da profissão):
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1. Não existe nenhuma relação directa sólida entre o rácio Enfermeiro/Médico e a qualidade (e eficácia) do sistema de saúde; existe, sim, uma relação com as dotações de Enfermeiros - o que é diferente. 
Se assim fosse a Polónia, Coreia, Eslováquia, República Checa ou a Rússia teriam melhores sistemas de saúde do que Portugal... o que é falso! Ou então os Estados Unidos melhor que a Suécia, Finlândia ou Noruega... o que é, uma vez mais, falso! 
A título de curiosidade, o continente africano tem um rácio médio de 5 Enfermeiros para um Médico; ou seja, nos países sub-desenvolvidos também existem bons rácios, no entanto...



2. Em todos os países referidos pelo sindicato, os Enfermeiros auferem um salário igual ou inferior à média salarial da população(estimada entre professores, sapateiros, empregados de mesa, cartomantes, mineiros, etc - dos qualificados aos analfabetos) do respectivo país. Entendem o que isto significa? 
Portugal, por exemplo, em proporção relativa, é o segundo país mais bem classificado neste ranking (mundial)!


Podemos observar que, por exemplo, os Enfermeiros Irlandeses, Noruegueses e Finlandeses, auferem rendimentos próximos (em alguns casos, inferiores) salário médio do seu país (por vezes pouco acima do salário mínimo).
Assim, podem reflectir no futuro da Enfermagem... sabendo que maiores rácios Enfermeiro/Médico, estatisticamente, significam menores salários!
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Aguardo contra-argumentações. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Corr...opção (?)

Traduzindo...




Está tudo dito.
Dr Tiago, parabéns!, precisamos de mais corajosos como o sr, que lembre às pessoas que a democracia é dos cidadãos e não dos políticos, que um cargo público

 público 
(latim publicus, -a, -um

adj.

1. Relativo ou pertencente ao povo, à população. = GERAL ≠ PRIVADO

2. Que serve para uso de todos. = COLECTIVO, COMUM ≠ PARTICULAR, PESSOAL
3. Relativo à governação ou administração de um país. ≠ PARTICULAR, PRIVADO
4. Que é do conhecimento de todos. = MANIFESTO, NOTÓRIO, PATENTE ≠ SECRETO
s. m.
5. A população em geral. = POVO
6. Conjunto de pessoas que assiste a algo, geralmente um espectáculo ou uma emissão. = ASSISTÊNCIA, AUDITÓRIO, PLATEIA
7. Conjunto de pessoas que se interessa por algo ou ao qual se dirige determinada mensagem ou produto. = PÚBLICO-ALVO
8. Sector de uma actividade pertencente ao Estado.
em públicodiante de todos, ou de muitos.
em público e rasocom a assinatura do escrivão por extenso e em presença de testemunhas.
encargos públicosVer encargo.
opinião públicaVer opinião.
voz públicaVer voz.


exige transparência e interesse pela comunidade e não só pelo próprio umbigo ( sejamos sinceros, nem todos somos "madres Teresas de Calcutá" mas exige-se o mínimo, ou seja, a real noção de serviço público)
e que ficar calado à espera que "pingue" alguma coisa para o nosso lado só vai aumentar as probabilidades dos nosso filhos virem a ser prejudicados.

Avé

" A Deus o que é de Deus e a César o que é de César"

... e tenho dito...



( tirei daqui)



( e este foi daqui)
















domingo, 3 de junho de 2012

Os guardadores do futuro e dos sonhos

Talvez este post venha um pouco fora de horas ou talvez tenha chegado mesmo na hora certa, o porquê de certas coisas acontecerem em determinados momentos é um mistério para mim, ainda!

Lembro-me, embora já com algumas lacunas, do dia da inauguração da Ludoteca: lembro-me de entrar dentro das instalações pintadas de fresco e ver aquelas miniaturas de mobilias, como se tudo fosse um mundo desenhado à medida que eu tinha naquele tempo. Já nessa altura era uma das caractereisticas daquele espaço, oferecer-nos a nós, crianças de então, as ferramentas necessárias para nos ensinar a pensar e a criar um espirito crítico em relação ao mundo.

Lembro-me das oficinas de leitura, em que nos eram lidos livros que nos faziam sonhar. Foi aí, através da voz da D. Camila que a vida me apresentou o Constantino . Ontem voltei a encontrá-lo. Os anos passaram, o espelho diz-me constantemente que já não sou uma criança ( embora a cabeça teime em deixar-se convencer!!)  e os meus próprios filhos relembram-me diariamente o que mudou e o que nunca muda na lei da vida. Mas como eu dizia, ontem encontrei de novo o Constantino e, quem diria, exactamente no mesmo sitio onde o conheci pela primeira vez.




 Com a conceção e adaptação de Maria Manuel Costa ( a Mané ) o constantino ganhou vida dentro do espaço da ludoteca, pela voz e interpretação dos nossos meninos. E não existem melhores palavras do que as da própria Mané ( expressas nas follha de sala) para descrever o que aconteceu:

« Constantino é o primeiro "Produto para o Público" da Oficina de Teatro que teve ínicio este ano lectivo na Ludoteca:Durante meses, as crianças tiveram uma hora semanal de expressão dramática/ interpretação. Queríamos mostrar um pouco daquilo que aprendemos até aqui, pois as aprendizagens a fazer não se esgotaram neste primeiro ano de projeto. Mas que peça apresentar-vos? Confesso que a escolha não foi fácil...Foram muitas e muitas horas dedicadas à escolha de texto... Mas o Constantino " Raça de Moço" estava cá guardado desde o meu 5ª ano, quando, às segundas-feiras , o liamos em voz alta na aula de portugês coma professora Clementina.
Era ele que  havia de  me arrebatar novamente o coração, e lancei mãos à tarefa de o adaptar para teatro e paraos meus muito queridos " atores".  Espero que ele vos transporte por momentos, aessa ruralidade da segunda metade do século passado, onde, se por um lado a realidade mostrava a estes meninos que a 4ª classe , a escolaridade a que podiam aspirar, o contacto com a natureza e a ligação aos outros os levava a viver pequenas/grandes aventuras e sonhar... Realidades tão distantes dos " nossos atores" mas tão presentes ainda na nossa memória coletiva. Destes " retratos" tão maravilhosamente criados por Alves Redol, espero que o nosso Constántino tenha conseguido reter alguma das suas cores .
Não posso deixar de fazer alguns agradecimentos. Em primeiro lugar à Junta de Freguesia, que, felizmente, entende que as artes, em particular neste caso, o teatro, é fundamentalpara a formação global dos indivìduos. Aos pais, que permitiram aos seus filhos embarcar nesta aventura, ao Carlos Cardoso pela sua disponobilidade, à equipa da Ludoteca que foi incansável na realização dos cenários, no apio aos ensaios, na elaboração da sonoplastia; A Teresa, que por ter a " sorte" de ser da família, mais do que ninguém aturou as minhas "angustias" fora de horas de serviço, aos da minha casa, pelas horas que lhe roubei e em último por serem de facto os mais importantes, aos meus "Atores" que tanto se empenharam para que este projeto fosse uma realidade. »

Quem me conhece bem sabe que, para mim, uma democracia ativa e partilhada exige atores sociais responsáveis, instruidos e sobretudo com uma atitude critica perante o que os rodeia. Por isso  sou eu que , em meu nome e penso que em nome de todos os pais, te a agradeço a ti Maria Manuel e a todos os elementos da Ludoteca, que nos ajudam nessa dificil tarefa de construir o futuro do país através do que nele tem mais valor, as pessoas e principalmente as crianças.





Aplausos para todos!!