quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Há biqueirada, neste estabeli_cimento ( ou como o pó pode ser diferente de pópó )

 
 
 
Se hão-de rir ou chorar com o que se ve acontecer diante dos nossos olhos?
 
 
 
 
 
 
Não vos acontece sentirem-se injustiçados pelos números, como se a vossa matemática não tivesse ainda valor de ser humano?
 
 
 
 
 
 
 
 
Será que sou só eu que não entendo o porquê de muita coisa, e gostava que me explicassem como se eu fosse muito, mas muito burra?
 
 



Será que sou solitária na arte de querer procurar a felicidade?




 


 
 
 
 
 

 
 
As frases feitas também fazem parte da nossa cultura
 e como tal: "quem não arrisca não petisca" ,
"de boas intenções está
 o Inferno cheio" e podia estar aqui até amanhã a provar e contra provar todas as teorias que eu quisesse, mas não vou estar porque isso não aquece nem arrefece, nada mais é senão um ar que se lhe dá ( de vez em quando ) e como por vezes mesmo nas boas noticias, toda a gente se engana
 
decidam por voces o que querem que o novo ano vos traga:
 





espero um ano melhor que o que passou. Capice?





 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ar ... de natal




E, por esta altura do campeonato ( perguntarão vocês) será que ela se
esqueceu que é Natal?

Na verdade estava à espera da chegada do Inverno, e do seu manto alvo
de beleza e mansidão, para vestir o " sítio" com roupagens
apropriadas. Depois lembrei-me que a chegada do Inverno, este ano,
coincide com mais uma mágica e apocalipitica previsão de fim de
mundo.
Bom, pelo sim pelo não, considero mais prudente " vestir-me"
antecipadamente não vá o dito cujo chegar, sem que eu vos deseje :

Um bonito, desenrascado, imaginativo e alegre

FELIZ NATAL


                                  =D

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

No nevoeiro



Tantas e tantas vezes me ocorre que o D Sebatião, para além de uma
figura histórica será para sempre uma marca genética do código
português...

estaremos, enquanto identidade, infinitamente à espera de algo que nunca irá chegar...


domingo, 16 de dezembro de 2012

Aprender a voar




Quando as rochas derreterem,
e as ilhas se cobrirem com o sumo da vida,
quando o vento assobiar às tempestades,
deixando  as nuvens de chorar o seu tormento
Eu aprenderei a voar
para salvar as crianças
das marcas do passar do tempo

«««««««««««««««««««««««««««««««

ela queria aprender a voar,
aproximou-se,
espreitou pela janela e viu o mundo a brincar sem ela.

abriu os braços e atirou-se:
o chão é duro
o pó levantou, com o peso do corpo
em redor
tudo ficou turvo, os sentidos perderam-se
nada parecia ser o que fora

O chão é duro,
mas é certo o seu lugar
e a menina aprendeu
que os humanos não podem voar

ela queria aprender a voar,  devagar,
a estrada é muito suja, e começou sozinha...

intacta, ela continua,
a estrada há-de chegar...

Um dia


 







Para o menino que queria chegar a Marte ... já passei a fase da lua ... =)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Funda_mentalismos



É engraçado...

Por vezes as coisas não parecem claras, não se desenrolam na mente.
Por vezes os nossos olhos não conseguem distinguir por completo aquilo
que nos é mostrado. A mente não traduz o que se nos depara e
perdemo-nos, na suposição da oposição de umas coisas e outras.

Outras vezes a boca não traduz aquilo que o coração sente.

Outras ainda, nada; disso se passa,

e é aí que deixa de ser engraçado.

Opá!!
a vida é uma aventura, um novelo de fios de telefone interligados por
onde as vozes se vão comunicando umas com as outras, em complicadas
redes de transmissão de pensamentos e sentimentos, em que muitas vezes
não se pensa no que se diz nem se diz o que se pensa, e é esta a
diferença que faz toda a diferença.

Diferem, os pensamentos que ferem os sentimentos, os sentimentos que
levam aos pensamentos.


E pronto, hoje não me sai nada melhor.

Com tanta gente que caminha sobre esta terra, eu ainda acredito que
cada tacho, tem a sua devida tampa...

;)

...e no meu quintal, amor é fundamental, llooolll

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

No patamar do céu



Chove lá fora.

Cá dentro as lágrimas caem dos rostos sem brio, amarrotados como de
papel reciclado se tratassem: se nos tratatassem...

Foi assim por entre as luzes do azul e do fluorescente, entre branco
aguerrido que a vida deu a volta. Nas voltas por entre as vidas, o
futuro, cria: pintar a amarelo.

Mas tal como se colhermos uma papoila do mato onde nasce , selvagem
sem a mão humana, também o futuro não se deixa pintar por qualquer
mão. Cria-se. Cria-se um futuro por entre os passos, como se um tango
ou uma valsa se tratasse...

...e o piano prime as teclas, na sonolenta melodia, comprimem-se as
dores, e o futuro passa...passa-se...

Chega.

....de um fabuloso destino, a papoila conjuga as cores, as dores...

e na leveza, entre a alma e outras almas, chegaremos por fim, ao
patamar  de um nosso céu.




*Ana Lúcia Bica ( Tita)*

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Nós: dos grandes





" A Mininha disse: antes de um vulcão explodir, as cobras afastam-se, e se houver um rio ou mar no caminho, as cobras afogam-se. A Matilde baixou-se aos olhos da cria e limpou-lhe uma bágoa. A rapariga explicou: parece que vai tudo explodir. O medo fazia-se assim. Um medo feito de tristeza que tornava a menina arreliada numa pessoinha a vacilar"...

                                                                                     in O Filho de mil homens - Valter Hugo Mãe

" A companhia de verdade, achava ele, era aquela que não tinha por que ir embora e, se fosse, ir embora significaria ficar Ali, junto " ...

                                                                                      in O Filho de mil homens - Valter Hugo Mãe


Deixar ir é mau costume: já dizia a minha tão querida avó ( minha querida é mais uma das coisas em que não estávamos de acordo, e ainda bem que não concordávamos em tudo )  Na minha entendência saber deixar ir é também uma grande forma de se amar: há que saber deixar os filhos abrir asas e voar como se passarinhos fossem, procurando os galhos com que construirão seus próprios ninhos; há que deixar ir aqueles que gostamos, mesmo que contra a nossa vontade, desde que eles achem que vão para onde os seus sonhos se pareçam com o seu eu, como se de um olhar ao espelho estivéssemos a falar; Há que deixar partir com a paz da certeza do que sentimos, para que não restem dúvidas das intenções.

É por isso que vou, porque a vida é feita de ciclos e porque tal como na profecia Maia, houve um ciclo do meu crescimento que se fechou. Talvez que já não cresça em altura ( bem me parece que daqui só para baixo) mas o crescimento pessoal tal como a procura da sabedoria nunca terá um fim. O ciclo fechou porque não me restam dúvidas sobre as intenções, apenas do caminho a trilhar, para alcançar o próximo patamar.

Nós: os grandes ( para usar uma das expressões do meu mais velho) , somos complicados; mas é essa complexidade que nos faz escorrer de dentro uma nascente de pensamentos, que se transformam na expressão mais artística e sensível da beleza da humanidade. Uma irmandade que se une na conquista da beleza e da pureza de um pensamento livre, para combater as complicadas redes de interesses pessoais que se atravessam nas marés da vida: é este o trajecto da  nossa existência;  uns que apoiam, outros que por sua vez são atraiçoados por outros ainda, que pretendem um pouco daquilo que sonham ser o ter de outros (?; complicado? pois... e não disse que os nós eram complicados? )

Talvez a vida deva ser simplesmente como um nascer de sol : recomeça todas as manhãs, dando a cada dia uma luminosidade diferente, mas dentro dos mesmos tons, porque são esses os seu favoritos. Haverá alguma coisa mais bonita num dia do que o seu nascer? Então para quê complicar?


E tal como diz o meu mais pequeno, desolado a olhar para o relógio ( que por estar parado, lhe parece que não avança) : não se mexe...
Não faz mal filho, se tiveres paciência ele há-de estar certo, pelo menos uma vez ao dia.

Nós, os grandes, sempre que deixarmos escapar as pequenas coisas importantes, estaremos a ser cada vez menos nós.








domingo, 2 de dezembro de 2012

À Porta



A porta : da porta para dentro, no meu mundo, ainda se conseguem ver as mito_lógicas criaturas que habitam todos os sonhos que se podem ter enquanto se é criança; os bosques têm árvores frondosas, onde a cada recanto se encontram mágicas criaturas, com misteriosos poderes.
Os caminhos, por vezes turtuosos, no meu mundo, sempre chegarão a algum lugar; a porta: na entrada de um maravilhoso castelo onde as asas me fazem borboleta com uma bateria no peito, qual gaivota a voar pelos céus de uma lisboa que só eu conheço...
No meu mundo, tudo se conjuga, porque tudo isso é ser, e é isso ser o meu ser, mas isso seria quase impossível saber...se...
Dentro da porta assim é; da porta para fora nada se vê para alem dos olhos de quem olha. Uma casa, uma rua, uma estrada, um caminho até chegar, e a espera, a espera do que se pretende encontrar: braços abertos, um abraço ambulante, a colocar sorrisos nos lábios que se abrem para colocar em voz pensamentos com o cunho de uma raiva que não se sabe onde guardar ( onde e que se colocam as coisas que não são propriamente lixo, mas que não sabemos como usar? Onde se deixam, esquecidas, as duvidas, quando tudo corre mal?).
À porta um eu, num seu que é meu e teu...os sonhos da porta para dentro, o mundo da porta para fora, e à volta a vida, que vai na rua, que não me interessa, desde que hajam braços abertos na porta do meu castelo, rodeado de florestas encantadas onde se cantam abraços e desejos.
A porta: da porta para dentro um mundo assim, lá fora tudo o que se espera de mim...